sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Histórias das minhas Viagens III

Voltei para Lisboa e com este regresso, regressam também as fantásticas histórias sobre as minhas viagens de expresso e/ou comboio.

A primeira parte da história que vos conto hoje aconteceu no domingo passado, expresso das 15h51, Castelo Branco - Lisboa. Ora, era a primeira vez que o senhor excelentíssimo condutor se dirigia para Lisboa.

Atravessou-se todo nas portagens de Alverca para ir para a Via Verde. No momento que entrei na cidade de Lisboa comecei a rezar. Ora, o senhor perdeu-se no aeroporto. Mas lá deu com Sete Rios.

E tudo isto aconteceu numa tarde com muito calor e num autocarro sem ar condicionado!

A segunda parte da história aconteceu hoje mesmo, no expresso Lisboa - Castelo Branco, das 14h. Assim que entrei no autocarro, uma senhora à minha frente com a voz muito esganiçada e arrastada (*terror*) começa a perguntar onde é o lugar 16, que não via os lugares e bla bla bla. Só pensei, "e que tal levantar a cabeça e olhar para cima?!", mas lá a ajudei. Quando reparei que ela era o número 16, caiu-se-me o mundo aos pés. Eu era o 15. Great.

Enquanto não saímos da 2ª Circular, a mulher disse prá aí umas 60 vezes "ai que confusão!", "isto é só carros", "oh, três camionetas para castelo branco!", "tanta gente!!!", tudo com a voz esganiçada e arrastada.

Descobri que a senhora era licenciada em Matemática e tinha sido, em tempos, professora mas agora está reformada [por momentos tive pena dos antigos alunos da senhora... por causa da voz].

A meio da viagem decidi que talvez fosse uma boa ideia dormir, de modo a que a senhora parasse de falar comigo. Não ando nos meus melhores dias, não estou muito de conversas.

A senhora, ao reparar que eu fechei os olhos, começou a dormir também! E, epá..... que roncos brutais que a senhora mandou! Não estou a exagerar! Eu assustei-me tanto com o primeiro ronco que ela deu...

No meio disto tudo, a senhora começou a descair-se para o meu lado, chegando ao ponto de estar a dormir contra o meu braço direito. Foi nessa altura que tomei uma decisão: tinha que fazer algo. E como não queria a coisa, dei um empurrão à senhora. Foi leve, a sério! Ela nem notou que tinha sido eu! E a senhora acordou. E eu continuei de olhos fechados até Castelo Branco. E a senhora não roncou mais. Nem se apoiou mais no meu braço. E quando saí do autocarro, ainda levei com um "Obrigado, menina!", naquela voz esganiçada e arrastada!

parafina falsificada (talvez o empurrão não tenha sido assim tão leve...)

3 comentários:

Anónimo disse...

Ri-se género Bart Simpson! Uahahaha, pelo menos não se babou para cima de ti... i guess! 8)

Bel - agradecendo o facto de não ter histórias semelhantes às da sua gemela! :P

Anónimo disse...

ahahah tinoca's mom aposto xD

pate, a caloira mais besta :D

Nadir Tejani disse...

Que bom. A senhora de voz esganiçada e arrastada... Não seria a Júlia Pinheiro? Ahahahahah.